Colégio dos Brasilianistas da Comunicação abre Congresso Nacional


Monica Rector - Foto: equipe Positivo


Pré-evento do Congresso Nacional da Intercom, o IV Encontro Internacional do Colégio dos Brasilianistas da Comunicação (CBC), no hotel Radisson, em Curitiba, teve início no dia 3 de setembro. O encontro foi aberto com uma palestra da professora Monica Rector, há mais de 20 anos radicada nos Estados Unidos, onde leciona na University of North Carolina. Em sua fala sobre o carnaval carioca, um dos temas que pesquisa, ela deu ênfase à organização das escolas de samba, lembrando que esta não é uma característica em que o brasileiro se reconheça e seja percebido fora do país, normalmente.

O professor José Marques de Melo fala durante a abertura do CBC - Foto: equipe Positivo


Ainda no dia 3, houve homenagens ao empresário Eduardo Ribeiro, da Mega Brasil, destacado pela professora Margarida Kunsch como um “líder no mercado da comunicação corporativa”; ao professor, crítico e historiador da literatura brasileira Alfredo Bosi e a sua esposa, Ecléa Bosi, psicóloga, escritora e professora falecida recentemente, saudados por seu humanismo e importância intelectual; e ao professor e pesquisador mexicano Javier Esteinou, cuja relação com a Intercom, como contou a professora Anamaria Fadul, começou há mais de 30 anos, em 1981, quando ele esteve no IV Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação e fez a conferência de abertura, em substituição ao francês Armand Mattelart.


Homenagem a Alfredo e Ecléa Bosi - Foto: equipe Positivo


No dia 4, o Colégio dos Brasilianistas da Comunicação teve a participação dos professores Sergio Mattos (UFRB), Maria Ataide Malcher (UFPA), Maria Érica de Oliveira Lima (UFC) e Rosiméri Laurindo (FURB), que abordaram o tema “As Ciências da Comunicação na Periferia Acadêmica: o que fazer para evitar a contaminação das novas gerações pela síndrome do “vira-lata” transmitida pelos portadores do “complexo do colonizado”?”.

Maria Érica abriu a mesa enumerando ações realizadas na Universidade Federal do Ceará, como a pesquisa sobre a internacionalização do Grupo Globo, a partir de Portugal; Sergio Mattos ressaltou a importância de José Marques de Melo e o papel da Intercom para a pesquisa brasileira em comunicação; Maria Ataide Malcher levantou hipóteses para explicar por que a pesquisa brasileira é tão pouco citada na área; e Rosiméri Laurindo afirmou, em referência aos 40 anos da Intercom, que é preciso “levar em conta a história de nossos antecessores” para seguir adiante.


Da esq. p/dir.: Maria Ataide Malcher, Maria Érica de Oliveira Lima, Sergio Mattos e Rosiméri Laurindo (FURB)


No dia 5, o “Painel História das Ciências da Comunicação: Evidências nacionais de fontes geradas pelo Estado e pela Sociedade, para resgatar os fatos do presente mais bem contextualizados nas narrativas dos historiadores, no futuro” teve como debatedores os professores Paulo Faustino (Portugal), Gabriel Kaplún (Uruguai) e Ana Paula Goulart (Brasil).

Como parte de suas falas, diante das amplas possibilidades do tema, Faustino ressaltou que é preciso preparar os alunos para novas realidades, como o jornalismo freelancer, enquanto Kaplún disse que participa de um estudo sobre sustentabilidade das alternativas midiáticas e Ana Paula Goulart enfatizou que o texto midiático, como fonte histórica, deve ser submetido a uma crítica radical.


Da esq. p/dir.: Ana Paula Goulart, Anamaria Fadul (mediadora), Paulo Faustino e Gabriel Kaplún

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