RETROSPECTIVA 2018: Intercom fortalece relações com América Latina e países lusófonos

11 de dezembro de 2018

Uma das frentes de atuação da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) desde sua fundação, em 1977, tem sido a internacionalização das pesquisas realizadas nesse campo no Brasil. E, em 2018, o foco dessa política se voltou ainda mais para a América Latina, para os países ibéricos e para a comunidade de países de língua portuguesa. “Nossa principal preocupação é fortalecer o espaço lusófono e latino-americano para, juntos, podermos aumentar nossa representatividade em nível internacional”, afirma a professora Roseli Fígaro (ECA-USP), atual diretora de Relações Internacionais da Intercom.

Nesse sentido, a Diretoria de Relações Internacionais realizou o III Colóquio Latino-Americano de Ciências da Comunicação nos dias 2 e 3 de setembro de 2018 em Joinville (SC), no âmbito do 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2018). O evento reuniu pesquisadores de sete países – Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, México e Uruguai –, incluindo o atual presidente da Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (Alaic), o argentino Gustavo Cimadevilla, e a diretora geral do Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para a América Latina (Ciespal), a equatoriana Gissela Dávila Cobo.

Além da oportunidade de estreitar relações e de trocar experiências e conhecimentos, a terceira edição do Colóquio Latino-Americano também resultou na assinatura de um termo de cooperação pela Intercom, pela Alaic e pelo Ciespal. “As três entidades reafirmaram seu compromisso de divulgar as pesquisas e os eventos na região, bem como de manter uma relação mais próxima nos eventos internacionais. Agora, planejamos como avançar na prática”, afirma Roseli Fígaro.

Durante o Intercom 2018, também foi realizado o VIII Colóquio Brasil-Estados Unidos de Estudos da Comunicação, evento bienal que voltará a acontecer em 2020 nos Estados Unidos. Segundo Roseli Fígaro, os colóquios bilaterais continuam sendo importantes na Intercom, porém sem tirar o foco das relações latino-americanas e lusófonas. “Se não fortalecermos esses espaços, não ganharemos dimensão internacional. Precisamos ir como um bloco para o congresso da Associação Internacional de Pesquisa em Mídia e Comunicação (IAMCR), por exemplo, para termos a devida representatividade. Isso não é nada fácil, mas juntos temos mais força”, completa a diretora da Intercom.

Além das entidades de pesquisa na América Latina e nos países ibéricos, a Intercom também busca fortalecer as relações com os países de língua portuguesa. O principal espaço para isso é a Federação Lusófona de Ciências da Comunicação (Lusocom), na qual o Brasil é representado pela Intercom e que atualmente é presidida pelo professor Giovandro Ferreira (UFBA), também presidente da Intercom. “A ideia agora é publicar os trabalhos apresentados nos últimos encontros realizados pela Lusocom, de forma a reunir essas contribuições e fazê-las circular entre os países. O professor José Marques de Melo e a Intercom ajudaram a articular a fundação da Lusocom, e desde então a Intercom participa ativamente da política de fomento às pesquisas de Comunicação em língua portuguesa nos próprios países lusófonos e também no mundo. Afinal de contas, precisamos fazer muito esforço para que nossa produção circule, de forma a produzir cada vez conhecimento em português e preservar nossa cultura”, diz a diretora de Relações Internacionais da Intercom.

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